quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

O Olho que tudo vê.




Quando o Papa renunciou, todo o planeta segurou e respiração. 
O que estava acontecendo com a religião mais poderosa da Terra? 
Que intrigas, ou motivos levaram o Santo Papa, a abandonar um dos cargos mais poderosos da Terra?
Uma coisa era certa, a Igreja precisava mudar. 
O que fazer nesse momento para manter a atenção dos fiéis e surpreender o Mundo? 

Depois de dias de discussão entre várias facções, um cardeal jovem propôs algo inusitado: a escolha do novo sucessor de Pedro seria em um Reality Show, através do voto direto de todos os católicos do planeta.
A ideia surpreendeu a todos, e dividiu ainda mais a cúpula da Igreja. De um lado os moderados e os modernos, que viam na proposta a única forma de reacender o interesse pela religião; do outro os tradicionalistas capitaneadas pela Opus Dei, que viam na estratégia, uma forma dos esquerdistas desvirtuarem os ensinamentos divinos e tomarem o poder.
Mas a ultima palavra, veio do quase ex-Santo Papa Bento XVI, que deu seu veredicto a favor da realização do programa, o que surpreendeu tanto os conservadores quanto os reformistas.

E assim foi feito, milhares de câmeras foram espalhadas por todo o Vaticano, e a utilização exclusiva de um satélite para transmitir tudo de forma gratuita e irrestrita foi comprada, para transmitir aquela que seria a primeira escolha de um Papa assistida, sem censura, pelo Mundo inteiro.
Foram três meses de transmissão, todo o planeta acompanhou as intrigas, alianças, traições tudo em tempo real e sem cortes. 
Foi o maior audiência do planeta. Até ateus, judeus, mulçumanos e protestantes  acompanhavam religiosamente o programa.


Dez nomes foram indicados, entre eles africanos, chineses, brasileiros, americanos e italianos. O candidato mais inusitado era um cardeal indígena mexicano, que por sua franqueza e ideias reformistas, logo se tornou o mais popular. Sempre era indicado para o paredão, mas sempre voltava mais forte depois de derrotar todos os seus adversários.
Um a um os participantes foram eliminados pelo voto popular, nos dias de votação a internet congestionava em um movimento nunca antes visto na era da informação.  Depois de meses, sobraram apenas dois candidatos: O indígena e um cardeal italiano ligado a Opus Dei.
Nos dias antes da votação, o Mundo parou. 
"Quem seria o novo papa?", perguntavam todos os jornais e revistas, e durante uma semana todo o planeta votou para escolher o destino do papado e o futuro da Igreja.

No dia marcado, na maior audiência que o planeta já viu, a fumaça branca finalmente subiu na praça de São Pedro, e o escolhido foi o Cardeal Italiano e mais uma vez, apesar de toda a inovação, a igreja continuaria conservadora e fechada, e tudo voltou a seu curso normal.
Dias depois - a bomba - uma jornalista americana descobre, através de documentos e imagens "vazadas", por um cardeal descontente, que o mais votado não foi o eleito. Apesar da votação maciça, no final, o concilio aconteceu da forma tradicional.
E isso, foi o inicio do fim...







Um comentário: